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SONHOS PREMONITÓRIOS

 

Texto: Wilson Mello Franco      

 

 

Os sonhos premonitórios estão entre os mais complexos da casuística onírica. Muitas vezes são tomados como aviso de Deus aos mortais, como se vê na Bíblia. José, ao interpretar o sonho premonitório do faraó, ganhou notoriedade e prestígio, tornando-se quase senhor de todo o Egito. O jovem Daniel interpretou o sonho do rei Nabucodonosor, que se concretizou em algumas instâncias e se tornou uma profecia para o fim dos tempos.  

Outras vezes o sonho premonitório se mostra profético, como nos relata Plutarco  a respeito da predestinação de Alexandre Magno:

 

"Na noite anterior à das núpcias, a noiva [Olímpia, noiva de Filipe, futuro pai de Alexandre] sonhou que, em meio a um trovão, lhe caía um raio sobre o ventre; da chaga brotou um fogo violento, irromperam labaredas, grassaram por toda a parte e por fim se apagaram. Filipe, por sua vez, mais tarde, de­pois do casamento, sonhou que aplicava sua chancela no ventre da esposa e a gravura da chancela, pensava, era a figura de um leão”.

 

Ainda sobre Alexandre Magno, o historiador Flavio Josefo, do século I d.C., no relata que este, tendo conquistado Damasco, a Sidônia e tendo se voltado contra Tiro, quis submeter pacificamente a Judeia. Para tanto mandou uma carta ao sumo sacerdote dos judeus, pedindo reforço, ao que o sacerdote lhe respondeu que estava preso por juramento que fizera a Dario, rei persa ao qual a Judeia estava então submetida. Irou-se impetuosamente Alexandre, e tendo conquistado Gaza, marchou contra Jerusalém. O sacerdote, temeroso de sua sorte, suplicou então a Deus e então recebeu uma mensagem em sonhos, segundo a qual ele deveria ir, em trajes de festa, e com os demais sacerdotes, ao encontro de Alexandre. Isto feito, Alexandre prostrou-se diante do sumo sacerdote, dizendo tê-lo visto em sonhos e por isso se certificara que venceria Dario e quebraria o poder dos persas. Alexandre foi ao Templo, aí sacrificou a Deus, e depois atendeu a vários pedidos do sumo sacerdote em benefício de seu povo.

  

Algumas pessoas têm sonhos premonitórios que funcionam como aviso. Esse tipo de sonho envolve PES (percepção extrassensorial) e até o presente momento as hipóteses e teorias que foram levantadas não explicam adequadamente o fenômeno. Nesse âmbito, prefiro os estudos de Jung, sua teoria de ligação entre o inconsciente coletivo e o inconsciente individual: ambos se relacionam como um balde de tirar água e um poço.

 

Muitas vezes esse tipo de sonho se concretiza na mesma hora em que a pessoa está sonhando (em relação a terceiros), outras vezes demoram em alguns dias, às vezes meses, ou mesmo anos. Embora os sonhos premonitórios tenham certo teor de profecia, diferem desta pelo fator de que a profecia nem sempre se faz através do sonho, embora possa se manifestar assim.

Os sonhos premonitórios nas páginas seguintes foram retirados do livro Canais Ocultos da Mente, da Dra. Louisa Rhine, esposa do Dr. Rhine, falecido em 1980, considerado o pai das pesquisas de PES (Percepção Extrassensorial) na Duke University (EUA). Esse livro é do início dos anos 60, sendo, por isso, ainda hoje, pouco conhecido no Brasil, pelo que reproduzo esses sonhos.

 

 

SONHOS PREMONITÓRIOS QUE SE REALIZAM

 

 

PAI TEM SONHO PREMONITÓRIO COM FILHO SE AFOGANDO    

 

 

Um senhor do Estado americano do Maine tinha um filho de 14 anos, Walter, que estava passando uns dias do verão na casa de um amigo, uns 2 km perto da casa da loja de seu pai. Walter gostava de nadar e às vezes ia com os amigos até um rio próximo.

 

Certa noite, seu pai sonhou que via o filho nadando acima da barragem do rio, onde havia uma grande árvore, e o rapaz havia morrido afogado.  Em seu sonho via-se chegando ao local, que o corpo ainda não havia sido encontrado, e um conhecido estava mergulhando em busca do desaparecido. Acordou assustado, quase incontrolável, contou o sonho para a esposa que, para acalmá-lo, disse-lhe que os sonhos não se realizavam, mas, por segurança, devia alertar o filho para que não fosse nadar na barragem, quando voltasse no dia seguinte.

 

De manhã, o pai estava atarefado na loja quando Walter entrou apressado dizendo que ia nadar. Naquele momento não lhe ocorreu a lembrança do sonho.

 

Não se passou muito tempo, quando alguém entrou na loja correndo, dizendo: “Venha depressa, Walter mergulhou e desapareceu”. Foi quando ele se lembrou nitidamente do sonho. Saiu correndo para o poço do rio; ainda não tinham achado o corpo; um conhecido seu estava mergulhando a procurá-lo. Tudo estava conforme vira em seu sonho: o mesmo local, as mesmas circunstâncias.

 

 

                                CONTINUA       

 

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