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SONHOS: A VIDA FRACTAL

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A NATUREZA DOS SONHOS: COMO ELES PODEM TRAZER MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS NA VIDA

 

 

“Somos feitos da matéria dos sonhos; nossa vida pequenina é cercada pelo sono.” – William Shakespeare, em Tempestade, Ato IV, cena I.

 

 

Apesar dos numerosos estudos efetuados no campo da mente, esta ainda continua sendo um grande mistério. Porém, pouco a pouco os cientistas estão desvelando o grande enigma que jaz por traz da mente. Um dos maiores enigmas incrustados na mente é justamente o poder de sonhar, não como o sonho dos animais, mas o sonho “mágico” capaz de equacionar complexos problemas. Um tipo de sonho muito peculiar a grandes cientistas, escritores e pessoas de sucesso. 

A História está repleta de casos de personalidades famosas que resolveram subitamente problemas complexos durante por meio de sonhos.

A Bíblia igualmente está repleta de narrativas dessa natureza, sendo o mais clássico o sonho profético tido por José, filho caçula de Jacó, que havia sido vendido como escravo a comerciantes de uma caravana que se dirigia ao Egito. Por meio desse sonho, que lhe dava a chave da interpretação de um angustiando sonho que o faraó tivera, José foi nomeado vice-rei do Egito.

Paul McCartney disse que despertou com a melodia Yesterday na cabeça, e Robert Louis Stevenson disse que a idéia do livro O Estranho Caso do Dr Jekyll e Hyde lhe veio em um sonho.  

Mas o que exatamente está passando em nossas mentes enquanto dormimos? O repouso realmente nos conduz a um estado de gênio? Visto que a maioria das pessoas não é tão criativa quanto uma minoria, quase privilegiada, podem essa pessoas “comuns” se beneficiarem deste estado da mente dormente? Poderiam receber vislumbres instantâneos de inspiração pelo simples fato de determinarem isso ao colocarem a cabeça no travesseiro? Em meu site sobre sonhos uma vez recebi um e-mail de um rapaz que dizia que era capaz de perceber quando estava sonhando e então podia manejar o desenrolar do sonho, como se fosse o diretor de um filme. Seth, uma entidade espiritual canalizada pela escritora americana Jane Roberts, nos anos 60 e 70, e que se definia como “uma personalidade que não tem corpo, mas escreve livros” disse que é possível a todos os seres humanos direcionar seus sonhos, e “viajar” por suas memórias. Complementou dizendo que no futuro, quando o nosso sistema de coisas já não for este, isso será um dos passatempos favoritos da humanidade.

É possível programar os sonhos e usá-los como uma ferramenta de apoio em nossa vida. Os novos estudos da neurociência parecem confirmar isso.  

Os cientistas acreditam que a mente dormente entrelaça à noite pedaços de informação de modos inovadores. Ao longo do dia seu cérebro raramente tem uma chance de parar e pensar. Decisões são tomadas mais em função da exigência de uma circunstância premente, por meio do consciente, do que propriamente com a certeza de que é a melhor solução para aquele momento. No entanto, processos de resolução de problemas originados na mente adormecida parecem se ajustar perfeitamente à solução requerida. 

O cérebro em estado de vigília está constantemente sujeito a responder a um fluxo de desafios, como escrever um relatório com um prazo final para entregar o trabalho, de manter em sua memória onde você deixou as chaves de seu carro, e imaginar o que você vai comprar para o jantar. Vai daí que o cérebro em estado de vigília não teria tempo para “abstrações” mais profundas. 

Mesmo quando estamos relaxando na frente da televisão, o cérebro ainda está trabalhando duro processando as informações que recebe por meio da imagem, do enredo da estória, ou os movimentos de seu braço toda vez que você o estende para pegar seu copo de vinho bebericá-lo. Ainda que não pareça, mesmo que você esteja se relaxando assistindo a alguma coisa considerada relaxante, ainda assim seu cérebro estará se esforçando para processar tudo o que você está vendo, e tudo o mais que se passa no ambiente ao se redor. Durante o sono profundo ele se desliga de tudo isso, uma parte do sistema nervoso autônomo continua se dedicando à manutenção da vida, mas grande parte do cérebro, que durante o dia está ocupada em tomar rápidas decisões, está agora em marcha lenta. Segundo estudos, quanto menos movimento o cérebro for submetido tanto maior é a probabilidade de se receber ideias que, de outro modo, dificilmente seriam percebidas. Até mesmo os processos de cura naturais do corpo são altamente acelerados neste estado. Ao mesmo tempo em que descansa ele abre novas possibilidades criativas.     

O sono é o único período quando seu cérebro consegue relaxar e ponderar sobre os pensamentos do dia. É quando as novas ideias e novos modos de pensamento começam a emergir. 

  “Pense em seu cérebro como uma rede”, diz Russell Foster, professor de Neurociência Circadiana na Universidade de Oxford. “Durante o dia a rede está muito ocupada e comprimida, pelo que você só pode pôr informação em certo número de lugares. Durante o sono a rede se expande, e com a expansão do tempo esses pedaços de informação podem ser encaixados em muitos lugares diferentes e novas associações podem ser feitas.” 

Ele acrescenta que este processo pode ajudar a nutrir a formação de novas ideias. Porém, os peritos estão divididos se isso acontece quando você sonha, ou durante processos mais profundos do sono, quando não se sonha do modo “comum”, como os animais, mas teoricamente neste nível sonhos seriam “proféticos”, isto é, podem atingir fornecer soluções “mágicas” para um emaranhado de considerações que o consciente já não consegue mais lidar. Quem descansa de fato é o consciente, porque o subconsciente continua trabalhando para resolver os quebra-cabeças da vida. Sem o consciente dando palpites, tomando decisões aleatórias, segundo lhe parecem as circunstâncias, o subconsciente se vê liberado para juntar os pedaços de informação e conectá-los a uma solução. Para muitos místicos o acesso a esse banco de dados vai muito mais longe do que simplesmente a memória do cérebro, acessando memórias do que Jung chamou de inconsciente coletivo. Muitas vezes o acesso a essas regiões só consegue trazer símbolos, mas outras a solução vem clara como em uma tela de cinema, como se não fosse um sonho, mas um duende para trabalhando para a pessoa. Aliás, muitas pessoas capazes de acessar esse nível da mente costumam se expressar dizendo que os duendes estão trabalhando para elas. Outros se referem a essas personalidades fictícias como anjos.  

Enquanto o consciente está limitado pelas memórias superficiais, no estado de sono o subconsciente pode lançar mão de todas as experiências já tidas pela pessoa na resolução de pessoas. E se não encontrar em seu banco de dados uma solução conveniente, fará novas conexões não-óbvias, apresentando soluções inovadoras.

De fato, este processo criativo já foi visualizado por cientistas. Colocando os voluntários em escâneres do cérebro e mandando que dormissem, viram os cientistas que as áreas associadas com as emoções se aceleravam, especialmente quando sonhavam, enquanto as áreas que são responsáveis pela lógica são apagadas.

Isso liberaria o subconsciente para juntar os “cacos” de todas as experiências da pessoa, na tentativa de apresentar soluções. Na verdade, o subconsciente poderia até mesmo consultar outras fontes fora da pessoa, confirmando o que os místicos sempre afirmaram, que estamos todos interligados em um nível subjacente da mente, o que se tenta confirmar por meio de experimentos.

Todavia, o próprio consciente, embora em processo de descanso, uma fração ainda poderia se movimentar e então são projetados os sonhos animais, aqueles sonhos que são um emaranhado de besteirol, no qual as cenas mudam bruscamente, às vezes ao ridículo, e são esquecidos muito facilmente, pois não causam impressões profundas no centro de memória do cérebro.    

 

 

CONTINUA 

 

 

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